Criança faz o que quer; adulto faz o que precisa

Hoje quero conversar com vocês por uns 15 minutos sobre quem somos no reino de Deus e como a maturidade do nosso chamado se manifesta na fé e no ministério.
Quando a gente era criança, o mundo parecia mais colorido. A escola tinha outros sabores; se você voltasse agora ao lugar onde estudou, provavelmente acharia tudo menor. Também via nossos pais de um jeito diferente — parecia que eles eram gigantes. Isso acontece porque a infância dá uma visão cheia de expectativas e cores; a mente ainda não está pronta, tudo vira festa e alegria.
Mas tem uma diferença básica entre criança e adulto: criança faz o que quer; adulto faz o que precisa. Conforme envelhecemos, a responsabilidade aparece. Quando éramos pequenos, não entendíamos por que o pai saía cedo para trabalhar. Hoje você entende: ele saia porque precisava. A mãe dizia “não” não porque não gostava, mas porque não podia dizer “sim” naquele momento. Ao amadurecer, passamos a valorizar e entender o que nossos pais enfrentaram — por isso acabamos repetindo algumas atitudes deles.
No ministério isso acontece muito. Hoje em dia vemos muita gente mimada entre cristãos e líderes. Você já viu criança mimada berrando no shopping porque acabou o brinquedo? É vergonhoso. Agora imagine um adulto agindo assim — é ainda pior. O apóstolo Paulo escreveu, segundo o orador, na carta aos romanos (capítulo 13, versículo 11):
“Quando eu era menino, eu falava como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
Muitas pessoas adultas ainda pensam, falam e sentem como crianças. Só dizer pra elas que o comportamento é feio não resolve, porque o sentimento é legítimo para quem vive infantilmente — e a pessoa vai justificar: “você não está na minha pele”. O comportamento infantil é básico: faz birra, bate a porta, abandona o lugar.
No ministério, isso cria problemas: gente que sai do grupo no calor da emoção, que vira as costas quando algo não agrada, que age como se estivesse num playground, mesmo sendo responsável por uma congregação, um ministério, uma família. Há momentos em que um desligamento é necessário, e tudo bem — mas há jeito de sair de forma adulta ou de forma infantil.
Maturidade não é só idade. Existem obreiros com 60, 70 anos que agem como crianças; e jovens que demonstram grande responsabilidade. Ser maduro é entender seu papel: não parar a roda porque acordou mal-humorado, não abandonar uma função só porque alguém olhou torto. No ministério, somos engrenagens — se você para, o sistema sente.
O apóstolo Paulo também fala sobre amor em Coríntios 13, lembrando que o amor é a base para usar bem os dons que aprendemos. Para administrar dons e relacionamentos é preciso maturidade emocional e espiritual.
Então fica a frase central: criança faz o que gosta; adulto faz o que precisa. Pense nisso. Levante cedo, trabalhe, cumpra sua parte — mesmo quando preferia ficar na cama. Deus nos chama para crescer e assumir.
Um ótimo dia pra vocês. Deus abençoe e até o próximo Conversas.
